Briefing de Referência — Uso Interno
DOC. CLIENTE DOC. BRIEFING
Briefing de Projeto — Brandbook + Sistema de Motion

Grande Prêmio
de São Paulo.

Fórmula 1 · Autódromo José Carlos Pace · Interlagos, SP · 06–08 de Novembro de 2026

303KPúblico 2025
R$2,3biImpacto Econômico
US$516MExposição de Mídia
NPS 87Acima da Disney
50MAlcance Orgânico
7minIngressos 2026 Esgotados
01 — O Projeto

Construir uma marca regional com identidade própria.

O Grande Prêmio de São Paulo é uma das etapas oficiais da Fórmula 1, realizada anualmente no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos. Como etapa de um campeonato mundial gerido pela Liberty Media, o GP São Paulo opera como submarca regional de um IP global.

Em 2024, foi criada uma identidade para o GP São Paulo. A aplicação concentrou-se quase inteiramente na cenografia do autódromo, com pouca consistência nos demais pontos de contato. O resultado é uma marca que emociona dentro de Interlagos, mas que se dilui fora dele.

O objetivo deste projeto é fazer essa mesma emoção ultrapassar os limites de Interlagos em todos os pontos de contato — unificando o nacional e o global em uma única e poderosa presença de marca.

"O desafio não é criar uma identidade do zero. É resolver uma desconexão."
Briefing GPSP · Tunnel 2025
01
Cliente
Grande Prêmio de São Paulo / Liberty Media (FOM). Etapa oficial do Campeonato Mundial de Fórmula 1, operada localmente pela organização do evento.
02
Projeto
Brandbook (Sistema Estratégico de Marca) + Sistema de Motion. Dois entregáveis complementares, contratados em conjunto.
03
Quem usa o brandbook
Designers internos, agências, time de ambientação do autódromo, freelancers, JCDecaux Brasil (mídia urbana) e arquitetos. O documento precisa ser autoexplicativo e operável por todos eles.
04
Horizonte
Não é só para 2026. A marca deve ser reutilizável por 2 a 4 anos (com mudanças mínimas a cada edição). Exige um sistema atemporal, não uma campanha sazonal.
02 — Os 3 Problemas a Resolver

A marca emociona dentro.
O projeto a faz ultrapassar Interlagos.

A identidade que existe funciona muito bem no espaço físico — a ponto de a própria F1 ter pedido autorização para que a Turquia (etapa prevista para 2027) se inspire no case brasileiro. O problema está na ausência de sistema fora do autódromo.

Problema 01 Inconsistência fora do autódromo
Campanhas, redes sociais e materiais publicitários se conectam de forma limitada à identidade do evento. Falta um sistema replicável de digital, OOH, motion e impressos que carregue a marca com a mesma força da cenografia.
Problema 02 Dependência e ambiguidade da F1 global
Não há regra clara de coexistência entre a marca global da F1 e a identidade local. O objetivo é um sistema integrado em que nacional e internacional convivam de forma natural, com o GP São Paulo sustentando-se como marca própria.
Problema 03 Risco do "all type" e do genérico
Aplicar a identidade atual em uma página de jornal ou abrigo de ônibus resulta em peças sem personalidade. A marca precisa de um repertório que a torne inconfundível em qualquer mídia, sem soar como qualquer outro GP do mundo.
03 — O Evento como Produto · Indicadores

É como organizar uma Copa do Mundo todos os anos.

O GP São Paulo não é um evento sazonal: é um produto de alto desempenho. A demanda é 8 vezes maior que a oferta de ingressos. O impacto econômico ultrapassa R$ 2,3 bilhões. E apenas 10% a 20% do público total está fisicamente no evento — a maioria acompanha pelos canais digitais.

303.627 Público no fim de semana 2025 Demanda 8× maior que a oferta de ingressos
+115% Crescimento 2017–2025 Limitado hoje pelo espaço físico de Interlagos
R$ 2,3bi Impacto econômico (FGV, 2025) Hotéis, restaurantes, empregos e impostos
US$ 516M Exposição de mídia Transmissão em 180 países
50M Alcance orgânico Sem collab, sem investir em mídia paga
35 anos Idade média do público Caiu de 44 anos desde 2021
43,1% Público entre 18 e 29 anos Faixa de maior peso no evento
36% Público feminino Era 20% em 2021 — meninas até 24 é o que mais cresce
NPS 87 Satisfação — acima da Disney e Harley-Davidson Intenção de retorno: 95% · Nota: 9,2
A escala da operação
Infraestrutura 15.000 empregos gerados
A montagem do autódromo é refeita todos os anos — como erguer um Maracanã temporário em estrutura tubular. 600 toneladas de equipamentos transportadas por etapa.
Logística Global 8 Boeings e 100 contêineres
A chegada das cargas chega a parar a marginal. As equipes saem de uma etapa (ex: México) e precisam estar prontas para correr na semana seguinte.
Legado ESG Compromisso com impacto real
O evento neutraliza carbono, faz gestão do lixo que produz e mantém programa de formação de mulheres em mecânica. O legado vale para Interlagos e para São Paulo — e é parte do que a marca deve carregar.
04 — Posicionamento · A Declaração Central
"Nós não somos a Fórmula 1.
Somos a etapa brasileira da Fórmula 1."
Posicionamento oficial · GP São Paulo

A F1 tem a identidade global.
O GP São Paulo tem a brasilidade.

A relação com a marca global é de coexistência, não de substituição. O GP São Paulo deve respeitar as diretrizes da F1, mas construir autonomia suficiente para sustentar comunicação própria fora do autódromo.

A intenção declarada do cliente é direta: que as pessoas lembrem do GP de São Paulo independentemente da Fórmula 1, e que a marca se torne tão desejável a ponto de os carros quererem envelopar com ela.

O KPI não é venda de ingresso — o evento já é desejável e esgota em 7 minutos. O objetivo é engajamento, identificação e brand awareness com personalidade própria.

Ativo competitivo
A emoção brasileira não é decoração; é o ativo competitivo. Mesmo sem piloto brasileiro no grid, o público foi de verde e amarelo e evocou Senna. O Brasil tem três campeões mundiais.
Tagline aprovada
"Nada ultrapassa essa emoção." / "Nothing surpasses this feeling." Aprovada — não precisa de criação, e sim de defesa conceitual e desdobramento em sistema visual e motion.
Ambição declarada
Ser o Grand Slam da Fórmula 1. Tão expressivo quanto Miami, tão bem construído quanto a Holanda, com a longevidade de Wimbledon. Nunca genérico como o Canadá.
Internacionalização
O mundo já olha São Paulo como uma das datas mais famosas do circuito. A ambição é que o GP seja avaliado e premiado pela F1 de forma competitiva — referência: o reconhecimento que Miami e Holanda recebem.
05 — Território de Marca

ÚNICO. MÁGICO. IMPREVISÍVEL.

Quando alguém pensar no GP de São Paulo daqui a três anos, qual é a única palavra que deve vir à cabeça? Essas são as três palavras que o cliente entrega como personalidade central da marca.

O arquétipo Ayrton Senna — em vida, não como monumento
Jovem, bonito, bem-sucedido, simples. Corria, andava de jet ski, tinha namoradas bonitas. Está sempre ali, trabalha mais do que o necessário, tem uma magia e é imprevisível. Clichê assumido pela própria cliente — mas verdadeiro.
A personalidade Uma rebeldia controlada. Vontade de fazer acontecer.
Jovem, bem-sucedido, simples e verdadeiro. O paralelo com o filme da F1 (Brad Pitt) é proposital: o piloto veterano e bonito que ensina o jovem rebelde. Uma familiaridade natural entre os dois.
O tom Golden Goose — sofisticado de fácil acesso
Caro e premium; quem não tem dinheiro nem sabe o que é, mas quem sabe deseja. Serve para muita coisa. Homem e mulher usam, não separa. Agrada todo mundo e ainda é objeto de desejo. Exclusivo no presencial, democrático no digital.
A Brasilidade — qual Brasil?

Esta é a definição mais sensível do projeto, e o cliente foi cirúrgico. A brasilidade do GP São Paulo é um Brasil paulista, urbano e plural — não o estereótipo tropical para gringo ver.

A identidade já flertou com caju, laranjinha e curva do sol — e foi barrada pelo CEO. Não é farm, não é fazenda. Ninguém vai ao GP de vestido solto e chinelo. É asfalto, cimento, skyline. Um Brasil mais Nova York do que Rio de Janeiro.

"São Paulo é Brasil, mas pode ser maior do que o Brasil." A própria F1 já trocou "Brasil" por "São Paulo" na nomenclatura oficial — isso é parte do branding.

Urbano e underground
Cultura de rua, grafite, a favelinha de Interlagos que as equipes retrataram. Mais Vila Madalena, bar, restaurante e shopping do que cartão-postal.
Brutalismo e concreto
Uma beleza diferente. O circuito fica dentro da cidade — a experiência é quase a de uma corrida de rua. Skyline, asfalto e concreto como estética.
São Paulo como síntese
Descendentes de italianos, portugueses, gente de todo o país. São Paulo representa a pluralidade do Brasil — de forma elegante e refinada.
Nunca caricata, nunca farm
Não é carnaval, não é samba, não é o estereótipo tropical. Não é "all type". Não é a chiqueria dos camarotes de R$ 60 mil. É um sofisticado verdadeiro, jovem e moderno.
06 — O Evento · São Vários Eventos Dentro do Evento

A programação Non Stop que nenhuma outra etapa tem.

A diferenciação não está na pista (que a organização não controla), e sim no entorno que o GP São Paulo produtiza melhor do que qualquer outra etapa do calendário. A regra de ouro do conteúdo: o trabalho da marca é fazer os feitos da pista chegarem a outros lugares e transformar o gesto em memória.

Pista · Always on Programação Non Stop
A pista nunca para. Fórmula 4, desfile de carros antigos, Porsche Challenge e Cup, drivers parade, esquadrilha da fumaça (verde e amarela), hino emocionante, shows e DJs. Sistema narrativo: Emoção Non Stop, Legado Non Stop.
Público · Festival Fanzone + Heineken Village
Fanzone: criado do zero, com ingresso próprio. Shows, papo de grid, ativações. Energia de festival — gente passa mal de empolgação. Heineken Village: festival dentro do autódromo, no gramado a 30 metros do carro. Case mundial da própria F1.
Corporativo · B2B Paddock Club + Grand Prix Club
Hospitalidade e networking de altíssimo nível. Mais de 400 empresas participantes. A organização trata o Paddock como o Sambódromo da Fórmula 1.
Legado · Afeto Espaço Senna + Senna House
Área da família Senna — carro, comida afetiva e afters. E o futuro espaço VIP de Gabriel Bortoleto. A conexão emocional mais forte que qualquer etapa do mundo consegue reivindicar.
Cidade · OOH São Paulo Tomada
Letras-caixa e bandeiras pela cidade. Festa oficial fora do autódromo. Glamour de volta à F1 — que nenhuma outra etapa entrega com a mesma intensidade.
Narrativa · Digital Emoção além da pista
O melhor pódio de 2024 não foi o resultado: foi a avó de Bortoleto chegando aos boxes para confortá-lo, e ele chorando. O GP persegue a emoção além da pista, com a conexão do Brasil.
07 — Benchmarks · O que perseguir e o que evitar

Miami e Holanda são os melhores.
O Canadá é o que não queremos ser.

A ambição é ser tão expressivo quanto Miami, tão bem construído quanto a Holanda, com a longevidade de um Grand Slam — e nunca genérico como o Canadá. A referência de legado é o boné Senna/Banco Nacional: uma marca que vira moda porque a categoria virou moda.

Miami GP
Expressividade marcante; estiliza o nome local com autonomia visual máxima.
Modelo a perseguir
GP da Holanda · Zandvoort
Construção de marca muito bem resolvida. Um dos dois melhores na visão do cliente.
Modelo a perseguir
GP do Canadá
Genérico em marca, ainda que a corrida seja boa. Sem personalidade visual própria.
O que NÃO ser
Wimbledon · Roland Garros
Tradição centenária somada a modernidade no digital e no branding. Marcas próprias dentro de um IP global.
Longevidade e prestígio
Monaco GP · Le Mans · Indy 500
Propriedades regionais soberanas dentro de IPs globais. Prestígio, herança e ritual cultural próprio.
Referência de autonomia
Boné Senna / Banco Nacional
Aula de legado. Sempre existiu, mas virou item de moda — presente em qualquer festa, no raio-x de Congonhas. Consistência de 30 anos.
Legado cultural
08 — Tensão Global × Local · O que pode e o que não pode

A FOM controla a marca F1.
O restante é território do GP São Paulo.

Este é o ponto crítico de execução. A Liberty Media / FOM controla o uso da marca Fórmula 1, e o mapa do que pode e não pode precisa estar claro antes de qualquer linha ser desenhada. O caminho é construir personalidade própria — cor, tipografia de apoio, lettering, motion, fotografia — usando menos os grafismos da F1 para ganhar identidade.

Não usar o logo F1 sozinho
Não se pode usar o logo F1 isolado, nem escrever "F1 São Paulo" em verde e amarelo de forma livre. A F1 entra sempre pelo lock-up oficial (ETG).
Não separar "Grande Prêmio de São Paulo" de "Fórmula 1"
O nome do produto é o conjunto inteiro: "Grande Prêmio de São Paulo", Fórmula 1, patrocinador e ano. Isso torna a escrita longa e complexa — desafio tipográfico central.
Curva S / S do Senna — tratar com cautela
A curva é única e poderosa, mas o "S do Senna" pertence à marca Senna e pode esbarrar em direitos. Usá-lo diluiria a identidade própria que se busca.
Cenografia e sinalização — alta autonomia
A F1 aprova a ideia final e segue. O modelo é comparável a Copa e Olimpíadas: submete-se na plataforma e segue. O processo flui.
Digital (365 dias) — alta autonomia
É o que o público vê 24/7. Aprovação F1 apenas quando há uso do lock-up oficial em peças específicas.
OOH, Motion e conteúdo — alta autonomia no conceito e linguagem
Cor, tipografia de apoio, lettering, motion, fotografia — território livre do GP São Paulo. A F1 entra pelo lock-up obrigatório; o resto do sistema é nosso.
09 — Pontos de Contato · Sistema de Aplicação

Cidade. Digital. Autódromo.

A marca precisa funcionar com a mesma força em todos os pontos de contato — dentro e fora de Interlagos, no digital always on e nas ruas de São Paulo. Tudo deve ser sistêmico, replicável e escalável.

Presença Urbana · Countdown A Cidade
Ambientação com letras-caixa e bandeiras pela cidade
Mídia OOH — 3 a 5 formatos (JCDecaux Brasil)
Envelopamento de trem
Anúncios impressos (atenção ao risco all type)
Countdown do GP: Ibirapuera, Av. Paulista, Parque do Povo, Oscar Freire, Faria Lima
Always On · 365 dias O Digital
Kit Esportivo: Race Week, Pole Position, Vencedor, Piloto do Dia
Torcida Bortoleto — brasilidade e emoção
Mobilidade e serviços (como chegar, Fanzone, Cashless)
Programação completa e shows
Comunicação ESG e impacto social
Integração Físico-Digital O Autódromo
Bandeiras (hoje, o principal elo entre dentro e fora)
Grades vestidas com aplicação visual
Túnel digital
Telões digitais — parte central da experiência
Entrada do paddock e sinalização setorial
10 — Escopo · Tunnel × GP São Paulo

Dois entregáveis. Um sistema completo.

A Tunnel foi contratada para dois níveis complementares: o sistema estratégico de marca (brandbook) e a expansão da marca em movimento (motion system). Ambos contratados em conjunto, desenvolvidos em continuidade.

01
Brandbook Sistema Estratégico de Marca
Estrutura não apenas a identidade visual, mas a forma como a marca se comunica, se posiciona e se conecta com o público. Transforma a marca em um sistema completo de estética, narrativa e estratégia.
Posicionamento, arquétipo e tom de voz
Logo, cores, tipografia e elementos gráficos
Regras de coexistência com a marca global da F1
Sistema de aplicação em OOH, digital e impresso
Guia operável por designers, agências e JCDecaux
02
Sistema de Motion A Marca em Movimento
Traduz a identidade do GP São Paulo para uma linguagem dinâmica, capaz de sustentar a presença da marca em conteúdos digitais, transmissões e ativações.
Princípios, transições e hierarquia de movimento
Styleguide de motion próprio
Kit Esportivo digital — formatos recorrentes
Aplicações para telões e transmissões
Templates operáveis pelo time interno
Critérios-filtro · tudo passa por aqui
F
GP São Paulo é marca-mãe regional, não filha da F1 global
A identidade precisa sustentar comunicação própria — não depender da F1 para existir.
F
A emoção brasileira é o ativo competitivo, não decoração
Tudo que não carrega emoção genuína está fora do sistema.
F
Tudo deve ser sistêmico, replicável e escalável
Designers, agências, freelancers e JCDecaux precisam executar com o mesmo padrão.
F
Legado vence campanha — identidade vence sazonalidade
O sistema precisa resistir a 2, 3 ou 4 anos. Não é uma campanha de novembro. É uma marca permanente.
F
Sofisticação é clareza, não complexidade
Nunca caricato. Nunca all type. Nunca farm. A marca funciona em alta cultura e em cultura popular.